Quem sou

Quem sou2018-08-29T13:34:30+00:00

Sou Rogério da Veiga, 36 anos, servidor público federal da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Casado com Adriana, brasiliense, servidora do Banco Central do Brasil, mãe de nossas duas filhas: Malu, de 3 anos, e Elis, com 2 anos.

Minha mãe, Josefa, é do interior de Alagoas, de Arapiraca, onde meus avós trabalhavam em fazendas de fumo, quando largaram tudo (materialmente quase nada) para se mudar para São Paulo para trabalhar em uma pedreira. Josefa, à época, tinha quatro anos de idade. Meu pai, Claudio, trabalhou na roça da infância aos 21 anos de idade, quando se muda para São Paulo, sem dinheiro, com apenas o ensino primário, mas com coragem. Seu primeiro trabalho foi na Empresa Telefônica, subindo em postes e entrando em bueiros para passar cabos de telefone que conectavam as regiões nobres da cidade de São Paulo à rede de telefonia.

Conheceu minha mãe no antigo curso de madureza, atualmente o supletivo. Conciliando estudo e trabalho, a vida foi melhorando. Meu pai deixou o árduo trabalho na antiga Companhia Telefônica do Brasil (CTB) para ser da primeira turma de operador de trem do Metrô de São Paulo; em seguida, foi aprovado em concurso para investigador da Polícia Civil. Minha mãe era concursada da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Em 1980 meu pai foi aprovado no concurso do Banco do Brasil.

Minha irmã nasceu em 1978 e eu em 1981. Quando nascemos, meus pais não viviam mais assombrados pelo risco da fome ou de serem despejados e ficar sem lugar para morar. Tinham saúde, comida e teto, era o que precisavam para que o resto se arranjasse.

Cresci em Caconde, uma cidade no interior de São Paulo, divisa com Minas Gerais, com 20 mil habitantes. Tive uma infância feliz, com a liberdade que não vemos nas grandes capitais e que precisamos retomar para os nossos filhos. As ruas não eram hostis. Aos 15 anos, em busca de desafios maiores, mudei-me para São Paulo, seguindo, inconscientemente, o trajeto que meus pais tinham feito décadas antes. Aos 17 anos comecei a trabalhar como desenvolvedor de software e aos 19 anos fui aprovado no vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mudei de cidade uma vez mais.

A Universidade pública me proporcionou experiências que contribuíram muito para constituir o que sou hoje. Fui presidente da Empresa Júnior, onde pude aprender sobre empreendedorismo, inovação e política. E lá me apaixonei por políticas públicas. Buscando aliar empreendedorismo e impacto social, reunimos um grupo para desenvolver um sistema informatizado para o Programa Saúde da Família na cidade de Amparo(SP). Ali decidi que me dedicaria ao serviço público. Iniciei meu mestrado em Política de Ciência, Tecnologia e Inovação e comecei a procurar concursos. Em 2005 fiz provas para o Banco Central do Brasil e para a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), do Ministério do Planejamento (MPOG). Aprovado nos dois concursos, mudei-me para Brasília com o sonho de ajudar a construir um pais mais justo, menos desigual e com oportunidades para o desenvolvimento das pessoas. E que cidade linda, a música da Legião Urbana fez muito mais sentido.

Foi na Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério das Cidades, meu primeiro trabalho como gestor público. O Governo Federal, à época com Lula na Presidência da República, tinha acabado de lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que previa grandes investimentos em urbanização de favelas e produção de moradias. Era um projeto fantástico: colocar recursos do Estado para levar esgoto, água encanada, asfalto, iluminação, regularização fundiária, creche, posto de saúde para as maiores favelas do Brasil. Eu estava empolgado e trabalhava dez, doze horas por dia para ajudar a melhorar a vida de milhões de trabalhadoras e trabalhadores pobres das periferias das cidades. A decisão do investimento estava tomada, cabia a nós fazer com que saísse do papel.

Após 2 anos, em 2009, recebi um convite para trabalhar no Ministério da Educação (MEC), no gabinete do então ministro Fernando Haddad. Tudo que o MEC faz passa pelo Gabinete, o que permite uma visão bem ampla das políticas educacionais do Governo Federal. Do Gabinete do Ministro, fui para Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), como Chefe de Gabinete da Presidência. O Inep estava na linha de frente de uma ação que iria permitir que o aluno da Ceilândia pudesse disputar uma vaga na Universidade Federal da Bahia sem precisar sair de sua cidade, sem precisar pagar. Poderia disputar uma vaga no ProUni em qualquer faculdade privada do país. Como chefe de gabinete, assessorava o presidente nas decisões e ações que precisavam ser tomadas, ciente de que tudo que fazíamos afetava diretamente 5 milhões de estudantes e suas famílias. Foi um período empolgante, dormia e acordava pensando no trabalho e em como o que fazíamos era importante para aquelas pessoas. Fico sempre imaginando quantos jovens passaram a sonhar com a universidade, quantos jovens foram os primeiros de várias gerações a ingressar no ensino superior; basta olhar para a UnB para ver que essas ações mudaram a cara da universidade pública brasileira. Mudança que não pode parar.

Em 2011, fui trabalhar no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no Plano Brasil Sem Miséria. O plano era ousado: assegurar que ninguém no Brasil estivesse abaixo da linha da pobreza. Iríamos mobilizar todo o Governo Federal, Estados e Municípios para levar a cada uma dessas famílias o que fosse preciso para que saísse da miséria. Era a inversão total do funcionamento do Estado: em vez de as famílias irem até o Estado, o Estado iria até elas. 38 milhões superaram a pobreza graças ao plano. Em mais de uma oportunidade eu fui conversar com algumas dessas famílias: recebiam Bolsa Família, os filhos estavam bem alimentados e vacinados, na escola, tinha cisterna para armazenar água, tinha assistência técnica para aumentar a produtividade da roça, tinha acesso a semente, tinha qualificação profissional com Pronatec, tinha creche com Brasil Carinhoso, tinha energia elétrica com Luz para Todos, tinha saúde da família, tinha moradia com Minha Casa Minha Vida. O mais pobre era a prioridade máxima da política.

Com a vitória de Fernando Haddad para prefeito de São Paulo, aceitei o desafio que integrar a equipe que coordenaria o programa para a primeira infância (crianças de 0 a 6 anos) do município de São Paulo. Eu, que até ali, tinha tido apenas experiência no Governo Federal, pude trabalhar onde as coisas de fato acontecem. Em Brasília, nós definimos o orçamento, repassamos os recursos, monitoramos e fiscalizamos o andamento, oferecemos suporte, mas quem executa mesmo é o município. O município de São Paulo nesse período dobrou o número de crianças do Programa Bolsa Família matriculadas em creches. Consigo imaginar a diferença que isso fez na vida de milhares de crianças pobres de São Paulo, com a minha contribuição.
Desde que cheguei à Brasília, tinha a convicção de que, se um dia tivesse filhos, Brasília seria a cidade em que passariam a infância. Em 2014, grávidos, voltamos à capital federal.

Desde então, tempos muito difíceis. O país regredindo, a população empobrecendo, desemprego aumentando, segurança pública em crise e o governo sem legitimidade. Como gestor, vivenciei a interrupção do debate de políticas públicas nas instâncias de governo e a falta de compromisso da alta gestão do Estado com ações do governo que melhorem a vida das pessoas.

Foi esse momento difícil que estamos vivendo e a experiencia que acumulei na minha vida profissional que me fizeram decidir entrar na disputa política. Sair candidato não foi uma decisão fácil e nem fazia parte dos meus planos. Mas eu sou dessas pessoas que acredita que se você não está contente com alguma coisa, é seu dever ir lá fazer diferente. O Brasil é muito melhor que isso que estamos vendo.

Por isso sou pré-candidato a deputado federal pelo PSOL com o objetivo de colocar o sistema político para melhorar a vida das pessoas aqui do DF e do Brasil todo.

Como brasileiro e servidor público, acredito que o povo merece muito mais do que tem recebido nos últimos anos. E dá para fazer muito mais.

Conto com seu apoio.

Sou Rogério da Veiga, 36 anos, servidor público federal da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Casado com Adriana, brasiliense, servidora do Banco Central do Brasil, mãe de nossas duas filhas: Malu, de 3 anos, e Elis, com 2 anos.